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Um país de doidos Era uma vez um país onde tudo era muito estranho. Tudo funcionava ao contrário. Embora todos os países “normais” tenham um nome, este não tinha. Neste país sem nome, viviam quatro amigos que nos contam as suas aventuras neste país de doidos. O Ocsav era um menino de sete anos com uns olhos muito verdes, o Leugim que também tinha sete anos era um tagarela mas como tudo era ao contrário, não dizia grande coisa, passava o dia calado. O Odracir era muito baixinho mas chegava até às nuvens, por isso quando chovia, chocalhava as nuvens para elas pararem. Havia também uma menina chamada Aniratac que era a mais velha de todos mas ninguém lhe ligava nenhuma. Todos eles andavam numa escola muito particular pois nessa escola a professora Aseret não ensinava mas aprendia com os alunos. Aliás, todos os alunos ensinavam os professores que só queriam brincar. Sabiam que para se escrever usava-se o apagador e as canetas serviam para apagar?! Mas vamos lá saber mais sobre este país de doidos. Estão preparados para ouvir? Então cá vai. Neste país, a comida bebia-se e a água mastigava-se. O jantar era logo pela manhã e o pequeno tomava-se antes de ir dormir, no chão. Sim, porque as camas serviam para estar de pé aos saltos e não para descansar. As pessoas nunca tinham frio apesar de andarem sem roupa porque quem andava vestido eram os animais. As crianças adoravam verduras e os adultos só queriam comer doces, gelados, bolachas e gomas. Adoravam ler mas detestavam jogar em consolas e ver televisão. Nunca havia trânsito nem muita gente nas ruas, pois as pessoas voavam e os pássaros andavam pelos passeios. Os carros eram as casas dos habitantes e as casas tinham rodas para circular pois eram os meios de transporte. Até que um dia… O Vasco, o Miguel, o Ricardo e a Catarina acordaram de manhã e perceberam que tinham tido um sonho muito estranho. Embora aquele país nunca tivesse existido, tinha servido para escrever uma história ao contrário. FIM
(Esta história foi inspirada na leitura do livro Tudo ao contrário de Luísa Ducla Soares) Texto escrito pelo grupo de meninos da Akademia, nos Olivais.
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